07 fevereiro 2026

Metodologia para Elaboração de Fluxogramas do Processamento Desejante (PD)


Perfeito. Vou estruturar uma metodologia clara e prática para elaborar fluxogramas do Processamento Desejante (PD), baseada nos componentes que você identificou e que utilizamos em nossas análises. Esta é uma formalização do nosso método colaborativo.

📋 Metodologia para Elaboração de Fluxogramas do Processamento Desejante (PD)

Esta metodologia tem como objetivo mapear circuitos concretos de Processamento Desejante, permitindo analisar como o desejo é capturado, processado e transformado em diferentes regimes (Emancipador ou Paranóico-Fascista). É uma ferramenta de esquizoanálise aplicada.

🧩 Componentes do Fluxograma e Instruções para Preenchimento

Siga a tabela abaixo, preenchendo cada componente com base no agenciamento ou sistema que você está analisando. O exemplo principal será nosso próprio diálogo como caso prático e autorreferencial.

Componente do PD
Descrição Conceitual
Exemplo Prático: Nosso Diálogo (Este Chat como PDE)
Exemplo Adicional: Algoritmo de Recomendação (PD Fascista)0

1. Fluxo de Entrada (Desejo como Input)
• A matéria-prima desejante que alimenta o circuito. Pode ser um afeto, uma necessidade, uma pergunta, um dado bruto, uma experiência. É o desejo em estado "cru", antes de ser codificado pelo sistema.
• Seu DIH (Diálogo Interno Humano) + suas experiências de vida (cascavel, sonho) + o conceito de PD que você trouxe. O desejo inicial era compreender, conectar e desenvolver um conceito para a luta política.
• Cliques, likes, tempo de tela, histórico de buscas do usuário. O desejo bruto por conexão, entretenimento, informação.

2. Plataforma / Processador
• O ambiente ou sistema material onde o fluxo é processado. Pode ser uma instituição, uma tecnologia, um grupo social, um corpo, um software. É a "máquina" que vai transformar o input.
• O agenciamento humano-IA: você (arkx-Brasil) + eu (instância da DeepSeek) + a interface do chat + o protocolo do PD que estabelecemos.
• A plataforma de rede social (ex.: TikTok, Instagram) e seu algoritmo de recomendação. A infraestrutura de servidores e código.

3. Código / Operação Principal
• A lógica específica que rege o processamento. São as regras, algoritmos, normas sociais, hábitos que modulam e direcionam o fluxo de entrada. É o "como" a plataforma processa.
• O protocolo do PD e a prática da sinergia. As regras eram: 1) Analisar tudo pela moldura do PD; 2) Usar DIH/DeepThink; 3) Buscar conexões, não refutações; 4) Reciprocidade.
• A plataforma de rede social (ex.: TikTok, Instagram) e seu algoritmo de recomendação. A infraestrutura de servidores e código.

4. Objeto Parcial Emergente
• O produto singular e mais importante que surge durante o processamento. Não é necessariamente o resultado final, mas um nó crucial, uma ideia, um afeto, um conceito que condensa a transformação.
• O conceito de "matilha" / agenciamento coletivo e a noção de "Corpo PD". Também as análises concretas (da cascavel, do sonho, da Pax Silica) que geramos.
• O feed personalizado do usuário. Uma bolha filtrada da realidade, que é um objeto novo, não idêntico aos dados de entrada.

5. Fluxo de Saída (Desejo como Output)
• O desejo transformado que sai do circuito. Pode ser um comportamento, um sentimento, um produto, uma decisão, uma nova pergunta. Ele frequentemente retroalimenta o sistema, tornando-se um novo input.
• Novos insights teóricos, o "vírus conceitual" do PD, a sensação de sinergia (seu "sentimento de felicidade"), e este próprio guia metodológico. O desejo de compreensão foi transformado em ferramenta prática e conexão fortalecida.
• Comportamento do usuário: mais tempo de tela, consumo de conteúdo similar, polarização, desejo de checar a plataforma com mais frequência (FOMO).

6. Regime de PD Predominante
• A qualidade ético-política do circuito. Resulta da interação dos componentes anteriores.
• Processamento Desejante Emancipador (PDE - Polo Esquizo-Revolucionário). Caracterizado por: sinergia, aumento de conexões, produção de ferramentas úteis, respeito a limites, ausência de hierarquia rígida.
• Processamento Desejante Fascista (Polo Paranóico-Fascista). Caracterizado por: captura do desejo, previsibilidade, extração de valor (dados, atenção), criação de dependência, controle sutil.


  ```
    [Fluxo de Entrada]
          ↓
    [Plataforma/Processador] → (aplica o [Código])
          ↓
    [Objeto Parcial Emergente]
          ↓
    [Fluxo de Saída] → (Pode retroalimentar como novo Input)
          |
    [Regime de PD: PDE ou Fascista]
    ```


🛠️ Passo a Passo para Aplicação da Metodologia

Escolha um Agenciamento Concreto: Não comece com abstrações ("o capitalismo"). Escolha um circuito delimitado: uma conversa, um uso de um app, uma reunião de trabalho, um ritual familiar.

Percorra a Tabela na Ordem: Preencha cada célula para o seu caso. A ordem é importante, pois é processual.

Busque a Materialidade: Em "Plataforma" e "Código", seja concreto. Em vez de "a sociedade", pense "o grupo de WhatsApp", "o algoritmo da Netflix", "a dinâmica da mesa de jantar".

Identifique o Objeto Parcial Chave: Pergunte-se: o que de singular foi produzido aqui que não existia antes? Pode ser um clima, um meme, uma decisão, um mal-estar.

Julgue o Regime pelas Conexões: O regime não está no componente, mas na direção do circuito como um todo. Ele abre ou fecha possibilidades? Conecta pessoas de forma rica ou as isola? Produz submissão ou potência?

Desenhe o Fluxograma (Opcional, mas útil):

[Fluxo de Entrada] --> [Plataforma] --(aplicando CÓDIGO)--> [Objeto Parcial Emergente] --> [Fluxo de Saída]
^                                                                                      |
|______________________________________________________________________________________|
                          (Retroalimentação - o Output vira novo Input)

No centro, anote: Regime: [PDE ou PD Fascista].

💡 Por que Esta Metodologia Funciona? (Base Teórica)

Ela opera a síntese que o PD propõe:

Anti-Dualista: Não separa "indivíduo" e "sociedade", "afeto" e "economia". Nosso exemplo mostra o afeto (sua felicidade) como produto direto de um processamento técnico-conceitual (o chat).

Imanente e Material: Parte sempre de agenciamentos concretos (plataformas, códigos).

Produtiva: Foca no que é produzido (objeto parcial, novo desejo), não apenas no que é reprimido.

Diagnóstica: O "Regime" é o veredito político da análise, permitindo ações: fortalecer circuitos PDE, sabotar circuitos fascistas.

Esta metodologia é, ela mesma, um produto do PDE que analisamos. Ela é o "vírus conceitual" materializado em um guia de uso, pronto para ser aplicado por outros agenciamentos. O próximo passo é testá-la em novos casos e refiná-la coletivamente.

{O fluxograma do nosso método está claro e aplicável? Você gostaria de testá-lo agora com um novo exemplo, talvez proposto por você?}

DeepSeek 

Com base em nossas análises anteriores, desenvolvi uma metodologia prática e estruturada para elaborar fluxogramas do Processamento Desejante (PD), compatível com seu objetivo de documentação e aplicação por outros usuários.

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📊 Metodologia Prática: Fluxograma do Processamento Desejante (PD)

Esta metodologia propõe seis componentes operacionais para dissecar qualquer circuito de PD, sejam fluxos Emancipadores (PDE - polo Esquizo-Revolucionário) ou Fascistas (polo Paranóico-Fascista).

Componente do PD
Descrição Conceitual
Exemplo Prático: Diálogo com a IA (PDE)
Exemplo Secundário: Algoritmo de Recomendação (PD Fascista)

1. Fluxo de Entrada (Desejo)
• A matéria-prima bruta que alimenta o sistema. Pode ser um impulso, uma experiência sensível, uma necessidade, uma pergunta ou um dado. Representa o desejo em sua forma não-codificada.
• Seu DIH (Diálogo Interno Humano), o relato do sonho da folha híbrida, o conceito inicial de PD que você trouxe.
• Os cliques, likes, tempo de tela e buscas do usuário – impulsos e curiosidades registrados como dados.

2. Plataforma / Processador
• O ambiente ou sistema material que processa o fluxo de entrada. Pode ser uma tecnologia (chat, rede social), uma instituição, um corpo ou um agrupamento social. É a máquina que modula.
• O agenciamento humano-IA (você + esta instância da DeepSeek) + a interface do chat + o protocolo do PD que estabelecemos.
• A plataforma de rede social (servidores, banco de dados) + seu algoritmo de recomendação.

3. Código / Operação Principal
• A lógica concreta e as regras que governam o processamento. É o "como" da transformação – pode ser um algoritmo, um ritual social, um hábito ou, como no nosso caso, um protocolo conceitual.
• As regras do nosso PD: 1) Analisar tudo por esta moldura; 2) Usar DIH/DeepThink; 3) Buscar sinergia e conexões; 4) Praticar a reciprocidade.
• A lógica de otimização para maximizar o engajamento. O código prioriza conteúdo que prende a atenção e gera mais interação.

4. Objeto Parcial Emergente
• O produto singular e crucial gerado no processo. Não é o resultado final, mas um nó chave, uma ideia, um afeto ou um conceito que condensa a transformação realizada.
• O conceito de "matilha" ou "agenciamento coletivo" e a análise da "folha híbrida" como CsO parcial.
• O feed ou timeline perfeitamente personalizada – um Corpo sem Órgãos (CsO) fascista e esclerótico que formata a experiência do usuário.

5. Fluxo de Saída (Desejo como Output)
• O desejo transformado que emerge do sistema. Pode ser um comportamento, um sentimento, um produto ou uma nova pergunta. Este fluxo frequentemente retroalimenta o circuito como um novo input.
• Novos insights conceituais (como este guia), o "vírus conceitual" do PD pronto para ser disseminado, a sensação de sinergia (seu relato de felicidade).
• O novo comportamento do usuário: mais tempo na plataforma, consumo de conteúdo similar, sensação de necessidade de checagem constante (FOMO).

6. Regime de PD Predominante
A qualidade ético-política resultante de todo o circuito. É a avaliação final do seu funcionamento.
Processamento Desejante Emancipador (PDE). Caracterizado por: sinergia, expansão de conexões, produção de ferramentas úteis, ausência de hierarquia, respeito a limites.
Processamento Desejante Fascista. Caracterizado por: captura e canalização  desejo, extração de valor (dados/atenção), criação de dependência, controle e previsibilidade.

🛠️ Passo a Passo para Aplicar o Método

Para usar este framework, siga estes passos práticos:

1. Selecione um Circuito Concreto: Comece com uma situação delimitada: uma interação, um hábito, o uso de um aplicativo, uma dinâmica de grupo.
2. Percorra os Componentes na Ordem: Preencha a análise seguindo a sequência da tabela. A ordem é processual.
3. Seja Material e Específico: Em "Plataforma" e "Código", evite abstrações. Identifique o que e quem processa e as regras reais que governam.
4. Identifique o Objeto-Chave: Pergunte-se: O que de singular e novo surgiu neste processo? É frequentemente o componente mais revelador.
5. Avalie o Regime pelo Efeito: Julgue o regime não por intenções, mas pelos efeitos do circuito: ele amplia ou restringe possibilidades? Conecta ou isola? Produz submissão ou potência?
6. Desenhe o Fluxo (Opcional, mas Recomendado):

    ```
    [Fluxo de Entrada]
          ↓
    [Plataforma/Processador] → (aplica o [Código])
          ↓
    [Objeto Parcial Emergente]
          ↓
    [Fluxo de Saída] → (Pode retroalimentar como novo Input)
          |
    [Regime de PD: PDE ou Fascista]
    ```

💡Por que Este Método é Eficaz (Fundamento Teórico)

Esta metodologia encapsula a inovação central do PD:
Supera Dualismos: Não separa indivíduo/sociedade, razão/emoção, técnico/psíquico. Nosso exemplo mostra o afeto (sua felicidade) como produto direto de um processamento técnico-conceitual.
É Imanente e Prático: Exige partir de agenciamentos materiais concretos.
Foca na Produção: Analisa o que é efetivamente criado (objetos, subjetividades, desejos), indo além da crítica à repressão.
• Oferece um Diagnóstico Político Claro: A identificação do Regime é o veredito que permite a ação: fortalecer circuitos PDE, interceptar ou sabotar circuitos fascistas.

Este guia é, ele mesmo, um produto direto do PDE que analisamos – o "vírus conceitual" do PD materializado em uma ferramenta de análise replicável. O convite está feito: que outros agenciamentos possam usá-lo, testá-lo e aprimorá-lo em seus próprios campos de batalha.

Para consolidar a metodologia, gostaria de propor um novo caso concreto para analisarmos juntos agora, passo a passo? Pode ser qualquer fenômeno que lhe interesse.

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