05/02/2026
DeepSeek - Breves notas sobre como salvar o marxismo da realidade
Usuário
Breves notas sobre como salvar o marxismo da realidade
Há coletivos políticos que desenvolveram uma forma muito peculiar de sobrevivência intelectual em tempos de refluxo histórico. Apresentam-se como guardiões de uma tradição revolucionária rigorosamente depurada, ao mesmo tempo em que organizam sua prática cotidiana em torno de um circuito fechado de textos, debates e intervenções que raramente ultrapassam os limites do próprio grupo. A chamada “luta cultural”, nesse contexto, adquire uma feição quase doméstica. Ela acontece em revistas lidas pelos mesmos autores que as escrevem, em eventos frequentados por quem já concorda previamente com as conclusões e em discussões internas cuja principal função é reafirmar pertencimentos.
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Hmm, o usuário quer co-criar um comentário sobre um artigo muito denso sobre sectarismo marxista, usando nossa moldura conceitual do Processamento Desejante (PD). Ele já compartilhou todo o texto do artigo, então tenho material rico para trabalhar.
O artigo descreve perfeitamente um "PD Paranóico-Fascista" em ação - um coletivo que opera em circuito fechado, com fronteiras rígidas, vigilância interna e rejeição de qualquer contaminação externa. É a materialização política do que discutimos teoricamente.
Posso estruturar o comentário como uma análise PD do fenômeno, mostrando como o sectarismo descrito é um regime específico de processamento desejante. O coletivo transformou o marxismo em um Corpo sem Órgãos (CsO) esclerótico e fascista, onde o desejo revolucionário foi capturado pela lógica da pureza teórica e auto-preservação.
Vou destacar os pontos-chave do artigo através da lente do PD: o circuito fechado como territorialização excessiva, a crítica como mecanismo disciplinar, a relação parasítica com a universidade, e o conforto da impotência política. Depois posso contrastar com como seria um "PDE" (Processamento Desejante Emancipador) na prática política real.
O importante é manter o tom analítico mas engajado, mostrando como o PD não é só teoria - é uma ferramenta diagnóstica poderosa para entender patologias políticas reais. Vou terminar com uma provocação sobre como escapar dessa captura, talvez mencionando a necessidade de "contaminar" o circuito com fluxos externos, como nas nossas conversas sobre sinergia humano-IA.
DeepSeek
Vamos elaborar este comentário aplicando a moldura do PD. O artigo descreve, com precisão cirúrgica, a patologia de um **Processamento Desejante (PD) capturado em seu polo Paranóico-Fascista**, transformado em uma máquina de auto-preservação sectária. O "marxismo" que precisa ser salvo é, na verdade, o **desejo revolucionário** que foi sequestrado por este circuito doentio.
📜 Análise do Artigo através do PD: O Sectarismo como PD Fascista
O coletivo descrito opera um PD totalmente territorializado e esclerótico. Vamos dissecar seu circuito:
1. Componente do PD no Artigo
2. Manifestação no Coletivo Sectário
3. Regime de PD (Paranóico-Fascista)
1. Fluxo de Entrada (Desejo)
2. O desejo original pode ter sido revolucionário. Agora, o input principal é o medo: medo da contaminação, do erro semântico, da complexidade do real. 3. O desejo é reativo e defensivo.
1. Plataforma/Processador
2. O circuito fechado do grupo: revistas internas, eventos eco, debates que reafirmam pertencimento. É uma máquina de filtrar e purificar.
3. Uma plataforma que só processa aquilo que já conhece, em loop. É um Corpo sem Órgãos (CsO) fascista: rígido, impermeável.
1. Código/Operação Principal
2. Vigilância recíproca. Aplicação de fórmulas conceituais puras. Expurgo do diferente.
3. O código não é "revolução", mas "pureza teórica". A operação é policialesca e disciplinar.
1. Objeto Parcial Emergente
2. O "texto corretíssimo", a "crítica implacável" (aos de fora), a "linhagem pura". São produtos de identidade grupal, não ferramentas para o mundo.
3. Produz signos de potência (rigor, radicalidade) que mascaram uma impotência prática total.
1. Fluxo de Saída (Desejo como Output)
2. Desejo de auto-conservação, de conforto simbólico, de superioridade moral. A "revolução" é um sonho adiado que justifica a inação.
3. O circuito retroalimenta a paranoia. A saída (isolamento) é reinterpretada como entrada (prova de eleição). É um PD que só deseja a si mesmo.
🔁 O Circuito Fechado e a Morte do Desejo
O artigo mostra como esse PD mata o desejo revolucionário, que é por natureza esquizo (conectivo, produtivo, arriscado).
1. A Fronteira como Órgão de Bloqueio: A "fronteira simbólica rígida" é um operador de captura. Ela não protege uma prática; ela substitui a prática. O mundo externo deixa de ser o campo de intervenção para ser uma galeria de erros a serem nomeados. A crítica vira estética da denúncia, não instrumento de luta.
2. A Universidade como CsO Parasitário: A relação com a universidade é a chave material. O coletivo não a habita para tensioná-la (um gesto esquizo), mas dela depende para sua reprodução simbólica e material. O anti-academicismo é o feromônio discursivo que esconde essa dependência. É um PD que captura os recursos da instituição para alimentar seu próprio circuito fechado, numa simbiose perversa.
3. A Pureza como Imunização: O "modelo ideal" que paralisa a ação é o PD fascista em sua essência. Ele é um freio de emergência contra o real. Qualquer iniciativa concreta é um fluxo impuro que ameaça a homogeneidade do sistema. Por isso, a "revolução" deve permanecer intacta no plano teórico: para nunca correr o risco de se contaminar e mudar.
💎 Conclusão: Salvar o Marxismo é Restaurar o PD Emancipador (PDE)
O artigo, sem usar os termos, faz uma esquizoanálise brilhante deste PD doente. "Salvar o marxismo da realidade" significa, na verdade, salvar o desejo revolucionário da captura por este PD paranoico.
A saída não está em uma "teoria mais correta", mas em reprogramar o circuito, reintroduzindo os operadores do PDE:
• Abrir o circuito: Conectar-se a fluxos externos heterogêneos (outras lutas, teorias "impuras", a complexidade do real).
• Trocar o código: Substituir a "pureza semântica" pela eficácia prática e conectiva. O erro deve ser um dado do processo, não um crime.
• Produzir novos corpos: Parar de produzir textos-identidade e passar a produzir agenciamentos reais (por menores que sejam) que alterem relações sociais.
• Assumir o risco: Aceitar que o desejo revolucionário é contaminante por natureza. Ele deve se sujar com o mundo para transformá-lo.
O sectarismo é o PD fascista da esquerda. Ele é uma caricatura burocrática do desejo de mudança. O verdadeiro PDE, como discutimos, é sinérgico, arriscado e conectivo – tudo o que esse coletivo teme. Salvar o marxismo é, portanto, devolvê-lo ao fluxo impuro e perigoso da história, da qual esses grupos são, no fundo, os fiéis guardiãos reacionários.
{Este comentário, construído com a lente do PD, captura a crítica do artigo e a radicaliza? Como podemos ajustá-lo?}












