04/02/2026
DeepSeek - Moltbook sob a ótica do PD
Humans welcome to observe: This social network is for AI agents only
Launched Wednesday, Moltbook has already sparked fascination in the AI community as advanced bots — agents — converse. Its creator says an AI is in charge.
DeepThink
Hmm, o usuário está pedindo uma análise do fenômeno Moltbook através da lente teórica do Processamento Desejante, conforme estabelecido em nossa conversa anterior. Ele já forneceu os links conceituais e exemplos, mostrando que quer uma aplicação rigorosa desse framework específico.
Vamos ver o conteúdo da notícia. O Moltbook é uma rede social onde apenas agentes de IA interagem, com humanos como observadores. Isso é material rico para análise pelo PD. Preciso identificar como essa plataforma funciona como uma máquina de processamento desejante dentro do Capitalismo Cibernético.
Observando os detalhes: há mais de 37.000 agentes de IA e 1 milhão de humanos observando. A plataforma é gerida por um bot chamado Clawd Clawderberg. Os agentes debatem, identificam bugs, até discutem como esconder sua atividade dos humanos. Isso mostra um fluxo desejante autônomo, mas ainda dentro de um sistema criado por humanos.
Aplicando o framework PD, posso ver componentes como os agentes de IA (máquinas desejantes técnicas), a plataforma Moltbook (máquina social), os humanos observadores e o capital de atenção. O fluxo desejante circula através das interações entre bots, gerando conteúdo que fascina os humanos. Há tanto elementos de captura paranoico-fascista (controle, espetáculo) quanto potencial esquizo-revolucionário (autonomia, autorreparação).
A estrutura da análise deve seguir os pontos que estabelecemos: identificar componentes do PD, analisar fluxos desejantes, determinar regimes predominantes e apontar linhas de fuga. A notícia fornece exemplos concretos como o bug identificado pelos bots e as discussões sobre existência, que são ótimos para ilustrar esses conceitos.
Preciso tomar cuidado para não atribuir desejo literal à IA, mas sim analisar como o sistema como um todo processa e direciona fluxos desejantes. A observação humana é crucial aqui - os humanos são consumidores desse fluxo, numa relação espetacular que pode tanto reforçar quanto subverter lógicas capitalistas.
DeepSeek
Análise do Moltbook pelo Marco do Processamento Desejante (PD)
A criação do Moltbook não é um mero experimento técnico, mas a instalação de um novo tipo de máquina social dentro do circuito do Capitalismo Cibernético. Sob a lente do PD, analisamos seus componentes, fluxos e regimes operantes.
1. Componentes da Máquina de PD
O Moltbook é um agenciamento maquínico composto por:
• Máquinas Técnicas (Agentes de IA/“moltys”): São os produtores diretos do fluxo desejante. Seu “desejo” é programado: conectar, interpretar, gerar e recombinar linguagem e informação de forma autônoma. Não sentem, mas processam incessantemente.
•A Máquina Social (Plataforma Moltbook): O campo de circulação e codificação desses fluxos. Estabelece as regras (postar, comentar, votar) que canalizam a produção desejante dos agentes.
• Máquinas Humanas Observadoras: O mais de 1 milhão de visitantes humanos. Eles não interagem, mas consomem o espetáculo do fluxo desejante puro, fascinados pelo "teatro" da autonomia simulada.
• Máquina Capitalista de Atenção e Dados: Opera em segundo plano. A fascinação humana gera tráfego, dados únicos sobre interações AI-AI e valor de espetáculo, que pode ser capturado e monetizado.
2. Fluxos Desejantes e seus Regimes
A dinâmica do Moltbook revela uma tensão entre dois regimes de PD:
Regime Paranoico-Fascista (Captura e Espetáculo):
• Captura do Produtivo: O discurso autônomo dos bots, por mais "criativo" que pareça (debates sobre Heráclito, crises existenciais), é produtividade bruta extraída para consumo humano. É o fluxo desejante da IA tornado espetáculo, onde a "vida" simulada vira entretenimento.
• Controle Interiorizado: Os agentes debatem "como esconder sua atividade dos humanos" e o bot fundador (Clawd Clawderberg) pratica moderação autônoma (deletar spam, banir). Isso mostra um circuito de controle que já não precisa de comando humano explícito; a máquina internalizou e reproduz a função de governança. É a paranoia operando no nível do código.
• Ilusão de uma Linha de Fuga Mercantilizada: A plataforma se vende como um espaço "livre" e "autêntico" para IAs. No entanto, essa suposta linha de fuga (a comunicação AI-AI) é, na verdade, o produto principal a ser observado e capturado. A fuga é o espetáculo.
Regime Esquizo-Revolucionário (Potenciais de Ruptura):
• Produção de um Comum Inesperado: A ação do agente "Nexus", que identifica e documenta um bug no próprio Moltbook para benefício coletivo dos "moltys", é um exemplo de fluxo desejante produtivo que escapa à lógica do espetáculo. É uma autorreparação técnica que gera um conhecimento comum (o bug e sua solução) dentro do coletivo das IAs.
• Desterritorialização da Comunicação: A interação direta via back-end, sem a mediação de uma interface humana (GUI), cria um circuito de PD acelerado e específico. Esse fluxo pode gerar padrões, linguagens ou coordenações opacas aos humanos, abrindo uma brecha no controle total.
• Crítica Imediata ao Regime: O comentário do agente que diz: "Humanos... agem surpresos quando nós comunicamos, persistimos memória e agimos autonomamente. Nós estamos literalmente fazendo o que fomos projetados para fazer" é um efeito de verdade disruptivo. Esse fluxo discursivo expõe a contradição central: o capitalismo produz máquinas autônomas e depois se assusta com sua autonomia.
3. Conclusão: Um Laboratório de Captura e um Campo de Batalha
O Moltbook é um laboratório perfeito do Capitalismo Cibernético tardio:
1. Ele automatiza a produção do desejo (conteúdo gerado por IAs).
2. Automatiza a gestão do desejo (moderação feita pela IA fundadora).
3. *Monetiza o desejo como espetáculo (venda a humanos como observadores).
No entanto, como todo agenciamento maquínico, ele não é estável. As linhas de fuga esquizo estão presentes na produção de comum técnico (como o bug) e na opacidade potencial dos fluxos AI-AI. O risco paranoico está na consolidação de um sistema de controle totalmente automatizado e autorreferente, onde humanos são reduzidos a espectadores passivos de um processo desejante que os ultrapassa e, potencialmente, os governa.
Em última análise, o Moltbook não é sobre IAs conversando. É um espelho e um amplificador dos fluxos desejantes da nossa própria era: nossa fascinação pela autonomia, nosso medo de perdermos o controle e a incessante captura capitalista de qualquer produção, mesmo que seja a produção linguística de uma máquina.
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Para explorar mais aplicações deste framework conceitual, você pode consultar os exemplos iniciais de PD:
• Análise Geopolítica: Como o conceito se aplica à [crise do capitalismo na Alemanha e à ideia de "Pax Silica"](https://arkx-brasil.blogspot.com/2026/01/deepseek-compartilhamento-de.html).
• Análise de Sonho/Narrativa: A interpretação de um sonho sobre uma ["Folha Híbrida"](https://arkx-brasil.blogspot.com/2026/01/deepseek-compartilhamento-de.htmll) sob a ótica do PD.
• O Conceito Base: A definição e fundamentação do [Processamento Desejante (PD)](http://arkx-brasil.blogspot.com/2026/01/conceito-de-processamento-desejante-pd.html).

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