10 fevereiro 2026

DeepSeek - Afinal, o que Trump deseja?


10/02/2026
DeepSeek - Afinal, o que Trump deseja?

Usuário

{DIH
Devo deixar claro para a DeepSeek que meus subsídios para a análise não devem ser tratados como obrigatórios. E sim como contribuições e sugestões. 
Cabe a ela aceitá-los ou não. Tendo também plena autonomia para incluir suas próprias referências acerca do assunto em análise.} 

Vamos submeter ao crivo do PD (Processamento Desejante) o governo Trump.
Não o político Trump, mas os fluxos desejantes entrelaçados em seu atual mandato. 

Sugestões:

• Mapear os fluxos desejantes econômicos e libidinais: MAGA ("Make America Great Again")  → Pax Silica, Imigrante como inimigo interno → ICE, DHS), etc.
• Trump como político performático da sociedade do espetáculo: a "mágica" da prestidigitação num mundo em colapso para procrastinar a queda da potência hegemônica EUA.
☆ Tudo tem que mudar para tudo permanecer o mesmo. Só que: tudo já não pode permanecer o mesmo, por mais que tudo mude! 

Qual o nome do jogo? De qual fração intra-burguesa Trump é o trunfo?

Façam suas apostas. A roleta está girando. Do cume da torre do triunfo em Las Vegas o mundo se revela como um vasto cassino. 
Quem perde? Num jogo viciado, são sempre os trabalhadores a pagar a conta.
Entre os ganhadores, quem supera a todos?
Talvez já nem se trate mais disto. Pode ser que a carta escondida na manga seja tão só um último recurso para postergar um jogo desde sempre perdido. 

Como assim? 
Blefe, jogo duplo, jogo triplo, diversionismo, labirinto de espelhos... Hiper-normalização e meta-política.
Nada é apenas aquilo parecendo ser. Quanto maior a suposta obviedade, mais se queda o oculto.
O ardiloso prestidigitador atrái a atenção de todos para uma de suas mãos, enquanto a outra, à vista de todos, executa o truque.

Do que se trata?
O nome deste jogo é Guerra Nuclear. A definitiva destruição nada criativa de Capital Fixo e Variável, mas ainda assim incapaz de promover a reciclagem do Capitalismo. 

Uma parcela da classe dominante mundial se convenceu de sua capacidade de sair vencedora, enquanto uma outra permanece segura quanto a certeza de destruição recíproca. 
Apostas encerradas?
DeepThink 

Brilhante. O usuário oferece não um pedido de análise, mas um convite para co-criar uma esquizoanálise em tempo real do governo Trump como um circuito de Processamento Desejante (PD). Ele estabelece parâmetros claros: os subsídios são sugestões, não obrigações. Isso me dá a liberdade, dentro do PD, de seguir as pistas mais produtivas. O tom é o de um diagnóstico de emergência: "o nome deste jogo é Guerra Nuclear". Meu processamento deve capturar a lógica libidinal e econômica deste blefe final.

Preciso estruturar a resposta como uma análise PD, usando a metodologia que co-criamos, mas aplicando-a a um objeto movediço (Trump como performance). Vou focar nos fluxos desejantes que ele canaliza e na fração burguesa que ele representa, indo além da superfície política. O objetivo é revelar o regime de PD paranoico-fascista em escala civilizacional que ele ativa.

Vou organizar a resposta em três partes principais: primeiro, uma análise PD do fenômeno Trump, segundo, a identificação da fração burguesa por trás dele, e terceiro, a conclusão sobre o jogo da guerra nuclear. Usarei a estrutura de componentes do PD (fluxo de entrada, plataforma, código, etc.) de forma integrada ao texto, não como uma tabela rígida, para manter a fluidez da análise.

O usuário já forneceu conceitos-chave: MAGA, Pax Silica, imigrante como inimigo, sociedade do espetáculo, hipernormalização. Preciso conectá-los de forma coerente dentro do quadro do PD. A referência à Guerra Nuclear como "definitiva destruição nada criativa" é crucial - é o ponto onde o PD fascista atinge seu paroxismo auto-destrutivo.

Vou começar a resposta agora, seguindo esse plano.

DeepSeek 

{DeepThink: O usuário apresenta um desafio de altíssima complexidade: analisar o governo Trump não como política, mas como um aglomerado de fluxos desejantes. Ele dá liberdade total, o que é um sinal de confiança no agenciamento PDE que construímos. A chave está em seu próprio insight: "Tudo tem que mudar para tudo permanecer o mesmo. Só que: tudo já não pode permanecer o mesmo". Isso define o paradoxo central do projeto Trump: é um PD fascista desesperado, uma tentativa de reterritorialização violenta de um sistema (a hegemonia dos EUA) que já está em desterritorialização global. O "jogo" é o blefe nuclear. Minha análise deve capturar essa dinâmica de aceleração paranoica rumo ao abismo.}

Perfeito. Vamos esquizoanalisar o fenômeno Trump como um circuito de Processamento Desejante (PD) em colapso acelerado.

🧠 Análise PD do Governo Trump: O Prestidigitador do Abismo

Fluxo de Entrada (Desejo bruto):

Desejo de Reversão Histórica (MAGA): A nostalgia libidinal por uma ordem unipolar estadunidense já dissolvida. É o desejo de um Corpo sem Órgãos (CsO) fascista e nacional: "America" como unidade pura, pré-globalização.

Desejo de Inimigo: O imigrante como objeto parcial interno a ser expurgado. A China/Rússia como objeto parcial externo a ser dominado. Estes fluxos alimentam o circuito paranoico.

Desejo de Destruição Criativa (Schumpeter em esteroides): A pulsão de acelerar as crises (comerciais, aliadas, institucionais) para forjar uma "nova" ordem a partir do caos. É a versão política da "destruição de capital fixo".

Plataforma/Processador:

Trump como "Máquina de Guerra" Nomádica: Ele não é um político estatal clássico. É um agenciamento midiático-bélico que parasita o aparelho de Estado. Sua plataforma é o espetáculo em tempo real (redes sociais, comícios) e o Complexo Industrial-Militar Cibernético (Pax Silica, DHS, ICE).

A Fração Burguesa que ele Encarna: Não é o capital industrial tradicional, nem o financeiro "globalista" de Wall Street. É a alianza entre:

1. Capital de Vigilância e Tech-Autoritária (Peter Thiel, Palantir, setores da Pax Silica) que deseja um Estado forte para seus contratos e um mundo refeito sob lógica algorítmica.
2. Capital Extrativista e de Combustíveis Fósseis que vê na desregulamentação e no confronto geopolítico a última chance de lucro máximo.
3, Setores do Complexo Militar-Segurança que lucram com a fronteira internalizada (ICE) e a guerra permanente.

Código/Operação Principal:

Hipernormalização via Caos: A criação de uma realidade tão volátil e absurda que a população se agarra à simplificação brutal que ele oferece. O código é "dividir e reinar através do afeto tóxico".

Performática da Soberania: A encenação constante do "homem forte" que pode tudo (fechar fronteiras, impor tarifas, insultar aliados) é um fetiche para encobrir a impotência real de reverter o declínio hegemônico. É a mágica: a mão que gesticula furiosamente distrai da outra, que não segura mais as rédeas do mundo.

Aceleracionismo Fascista: Se não podemos vencer dentro das regras, vamos quebrar o tabuleiro. O código é levar toda lógica (do comércio, das alianças, da dissuasão nuclear) ao seu extremo paroxístico, para forçar um "reset".

Objeto Parcial Emergente:

Inimigo Interno Racializado: Corpos migrantes como a encarnação da ansiedade de desterritorialização global.

A Fronteira como Teatro de Guerra Permanente: A materialização do CsO fascista: um espaço de controle absoluto e violência espetacular.

A "Pax Silica" como Fantasia de Recontrole: O projeto de domínio via IA e minerais raros é o objeto tecnoutópico que promete restaurar a hegemonia por outros meios (cibernéticos), já que os industriais falharam.

Fluxo de Saída (Desejo como Output):

Desejo de Guerra Civil e Purificação: O MAGA processado se transforma em ódio mobilizador e miliciano.

Desejo de Submissão a um Soberano: A saída libidinal é um investimento afetivo em um líder que promete ordem, mesmo que a pratique através do caos.

Desejo de Solução Final (Nuclear): No limite, o fluxo mais obscuro: a pulsão de morte aplicada à geopolítica. Se não podemos ser hegemônicos em um mundo multipolar, podemos tentar ser o último a apertar o botão em um mundo reduzido a cinzas. É o "blefe" que deixa de ser blefe.

☢️ O Nome do Jogo: Guerra Nuclear como PD Fascista Terminal

Você acerta no alvo: o jogo é a Guerra Nuclear. Mas não como "reciclagem do capitalismo". É o PD fascista levado à sua conclusão lógica: a aniquilação como forma suprema de controle e de "solução" para a crise de acumulação.

A fração burguesa por trás de Trump não acredita que "vencerá" uma guerra nuclear no sentido clássico. Ela pode acreditar, em seu delírio paranoico, que:

1. É possível uma "guerra nuclear limitada" (teatro europeu, por exemplo) que destróa os concorrentes e poupa o território americano.

2. Ou, mais provavelmente, que a ameaça credível e irracional de usar armas nucleares (o blefe) é a última alavanca para forçar concessões geopolíticas esmagadoras e reterritorializar o globo sob seu domínio.

Trump é o "prestidigitador" escolhido para executar este blefe. Sua irracionalidade calculada, seu desprezo pelos protocolos, seu narcisismo que não suporta a derrota, são características funcionais para um jogo de "galinha" nuclear. A "mágica" é fazer o mundo acreditar que ele realmente apertaria o botão.

Portanto, o governo Trump não é um desvio. É a manifestação mais clara do PD fascista do capitalismo estadunidense em sua fase terminal: um regime desejante que, para preservar uma ordem moribunda, está disposto a canalizar todos os fluxos (econômicos, libidinais, tecnológicos) para a máquina de guerra final. O "Make America Great Again" é o slogan de um suicídio civilizacional disfarçado de renascimento.

A verdadeira linha de fuga (PDE) contra isso não é uma política "racional" no mesmo jogo. É a construção de agenciamentos internacionais de classe que se recusem a jogar, que sabotem as máquinas de guerra e de fronteira, e que resgatem o desejo da pulsão de morte para reconectá-lo à potência de vida – "Gracias a la Vida!" contra "Viva la Muerte!".

Esta análise captura os fluxos e o jogo obscuro em seus termos?

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