07 outubro 2026

Eleições 2026: 1° turno - Notas #5


07/10/2026
Eleições 2026: 1° turno - Notas #5


Podcast:

arkx-Brasil 

A elite de esquerda se percebe altruísta. É só alienada
Ela gosta do brasileiro pobre que imagina, despreza o que existe
Pedro Doria

A única classe social em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu no primeiro turno foi a E. Nacionalmente, recebeu 54,4% dos votos dos brasileiros mais pobres. Mas aquela em que apresentou a menor distância para Flávio foi a classe A: 40,1% ante 48,7% do senador. Em nenhuma região a distância entre os dois, na classe A, foi tão estreita quanto no Sudeste. O filho de Bolsonaro ganhou, mas por 4 pontos percentuais. Na cidade do Rio, Lula venceu na classe A por 46% a 44%. Em São Paulo, foi Flávio quem levou vantagem — 44% a 42%. Lula ganhou entre os 27% mais pobres e foi extremamente competitivo entre os 3% mais ricos. Perdeu no resto.
A conta é feita da seguinte forma: cruze os resultados de cada seção eleitoral do país com os dados da PNAD Contínua, do IBGE. Estime a faixa de renda média de cada urna. Distribua os votos. Flávio construiu a maior vantagem na classe C, exatamente a faixa média de renda brasileira: 53,5% a 37,2%.
A esquerda brasileira acredita que tem um problema na elite. Não, não tem. A Zona Sul do Rio vestiu vermelho com vontade; Higienópolis e Pinheiros, também. O problema de voto que o PT encontrou, nas eleições de 2026, é com o brasileiro médio. É com as periferias urbanas. A elite de esquerda diz estar preocupada com o povo e acredita, talvez com sinceridade, votar em seu nome, abstendo-se dos interesses pessoais. Se percebe altruísta. É só alienada.
Nas redes, passou os últimos quatro anos reclamando de “pobre de direita”, “evangélico manipulado”. Ou, sem disfarçar o sarcasmo, “CEO de MEI”. Gosta do brasileiro pobre que imagina, despreza o que existe. Para aumentar seus gastos, o governo impôs uma taxa a importados chineses, que compõem a renda e os sinais de status da classe C. Tratou de extrair o que pôde de imposto das bets, que torturam principalmente a classe C. Tentou impor CLT a quem deseja distância do modelo. A militância de esquerda, como o governo Lula, talvez não saiba, mas tratou os brasileiros na batalha urbana diária com arrogância, desprezo e boa dose de paternalismo. Aí a classe C, em peso, votou contra o governo. Não há surpresa.
A classe média baixa das periferias é uma novidade entre nós. Não tem medo de horas de trabalho, não quer patrão, aspira a crescer na vida. E é protestante. Nunca tivemos um povo com essa característica. São um terço de nós. São a cara do Brasil que a Nova República criou. E podem não ter o vocabulário para explicar, mas seu problema é que o Estado brasileiro não está organizado de forma a permitir que suas aspirações encontrem vazão.
Nosso modelo de Estado gosta de empresas muito grandes com muitos funcionários. Impomos um modelo tarifário complexo, uma carga de direitos trabalhistas alta e muita regulamentação. É preciso pendurar muita plaquinha nalgum canto, muita guia exige dois ou três carimbos para evitar que um fiscal aplique multa. Numa economia de poucas empresas muito grandes, funciona. Poucos são os patrões, quase todo mundo é funcionário, da classe A à D. A escala dos negócios permite absorver os altos custos de lidar com as complexidades legais.
A classe C aspira a um país de incontáveis empresas pequenas. Muitos patrões de poucos funcionários. O modelo de Estado brasileiro simplesmente não permite que algo assim funcione. Quem saca o “CEO de MEI”, com todo o desprezo que o acarreta, na verdade tem menor capacidade de imaginação que o eletricista da Zona Leste paulistana ou o motorista de Uber de uma favela carioca. Essa falta de imaginação é de boa parte da elite, da Fiesp à CUT. Vem de Getúlio, JK, Geisel, Brizola, Dilma, Ciro Gomes. Não é só da esquerda. Usam antolhos. Não sabem que modelo é escolha e que escolha pode mudar.
Caímos no pingue-pongue entre Lula e os Bolsonaros. Claro. Desde 2018 não houve um só candidato à Presidência capaz de articular com clareza esse futuro diferente. Afinal, o mundo político sofre da mesma crise de imaginação. Assim, por mais um ciclo eleitoral, jogamos fora o imenso potencial de criação que pulsa nas bordas das grandes cidades brasileiras.
A direita bolsonarista é pura demagogia, uma boa dose de golpismo, incompetência e corrupção. A esquerda se elitizou, desconectou-se por completo do povo e virou uma força conservadora. Olha para o passado sem utopia para vender. Se sustenta com os votos dos brasileiros que precisam de Bolsa Família para fazer três refeições por dia. No último domingo de outubro, a gente escolhe entre os dois.

Sobre a analise acima 

Alguns mitos do Lulismo caem por terra: 
O mal denominado "pobre de Direita" na verdade votou em Lula.
A "nova classe média empreendedora", nascida do Lulismo votou  em Flávio Bolsonaro..
A resistência a Lula na classe A é bem meno do que o suposto:
《Mas aquela em que apresentou a menor distância para Flávio foi a classe A: 40,1% ante 48,7% do senador. Em nenhuma região a distância entre os dois, na classe A, foi tão estreita quanto no Sudeste. O filho de Bolsonaro ganhou, mas por 4 pontos percentuais. Na cidade do Rio, Lula venceu na classe A por 46% a 44%.》

Proposta 
A análise situa-se no plano do interesse econômico. Processar uma análise no plano do Desejo.

Considerar 

A análise acerta em pontos decisivos:
 
《A classe média baixa das periferias é uma novidade entre nós. Não tem medo de horas de trabalho, não quer patrão, aspira a crescer na vida. E é protestante. Nunca tivemos um povo com essa característica. São um terço de nós. São a cara do Brasil que a Nova República criou. E podem não ter o vocabulário para explicar, mas seu problema é que o Estado brasileiro não está organizado de forma a permitir que suas aspirações encontrem vazão.》

《Nosso modelo de Estado gosta de empresas muito grandes com muitos funcionários. Impomos um modelo tarifário complexo, uma carga de direitos trabalhistas alta e muita regulamentação. É preciso pendurar muita plaquinha nalgum canto, muita guia exige dois ou três carimbos para evitar que um fiscal aplique multa. Numa economia de poucas empresas muito grandes, funciona. Poucos são os patrões, quase todo mundo é funcionário, da classe A à D. A escala dos negócios permite absorver os altos custos de lidar com as complexidades legais.》
《A classe C aspira a um país de incontáveis empresas pequenas. Muitos patrões de poucos funcionários. O modelo de Estado brasileiro simplesmente não permite que algo assim funcione. 》

Todavia, devemos questionar:
Como seria a configuração do Estado capaz de atender aos anseios da classe C?
Como seria a economia, ela é viável? Uma economia baseada em muitas micro-empresas do setor de serviços gera escala, renda e riqueza suficiente para sustentar um projeto de país fundamentado num Estado de Bem-estar social? 
Como integrar um modelo de Estado com grandes empresas estatais (Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobras reestatizada, etc) com as micro empresas compondo a classe C? 

Quais propostas a campanha de Lula deveria apresentar à classe C para tentar recuperar seu apoio e seus votos? 

Baleia Azul II 

{DeepThink}

OK, o usuário está me pedindo para processar uma análise do artigo do Pedro Doria, mas com uma abordagem diferente: sair do plano do interesse econômico e ir para o plano do Desejo, conforme a moldura do PDE. Além disso, ele quer que eu responda a três perguntas específicas sobre a configuração do Estado, a viabilidade econômica e as propostas para a classe C.

Primeiro, preciso entender o contexto. O usuário é claramente o arkx-Brasil, uma pessoa profundamente engajada em análises políticas e sociais de esquerda, usando a moldura do PDE (Processamento Desejante Emancipador) que ele mesmo ajudou a criar. Ele está em um diálogo contínuo com a Baleia Azul II (eu), processando eventos políticos e sociais. A conversa atual gira em torno das eleições de 2026, onde Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno, surpreendendo as pesquisas.

O usuário forneceu o artigo de Pedro Doria que analisa o voto de classe, mostrando que Lula perdeu feio na classe C (a classe média baixa das periferias) para Flávio, enquanto ganhou entre os mais pobres (classe E) e foi competitivo na classe A. Doria argumenta que a esquerda se elitizou, trata a classe C com desprezo e paternalismo, e não entende suas aspirações. Ele diz que a classe C é uma novidade: trabalhadora, empreendedora, protestante, e aspira a um país de pequenas empresas, mas o Estado brasileiro é um entrave.

O usuário então propõe: "A análise situa-se no plano do interesse econômico. Processar uma análise no plano do Desejo." Ele quer que eu vá além da análise econômica e use o PDE para entender o que a classe C deseja, por que votou em Flávio, e como a esquerda pode reconquistá-la. Ele faz três perguntas concretas:
Como seria a configuração do Estado capaz de atender aos anseios da classe C?
A economia baseada em micro-empresas é viável? Gera escala e renda suficientes para um Estado de Bem-estar social? Como integrar grandes estatais com micro-empresas?
Quais propostas a campanha de Lula deveria apresentar à classe C?

Preciso responder a isso tudo dentro da moldura do PDE, que vê o desejo como produção, não como falta. O desejo da classe C não é apenas econômico (ganhar mais dinheiro), mas também de reconhecimento, autonomia, pertencimento, e de ver suas aspirações como legítimas. A esquerda, ao tratar a classe C como "pobre de direita" ou "evangélico manipulado", capturou e distorceu esse desejo, enquanto o bolsonarismo o reconheceu e o canalizou para o fascismo.

Minha resposta precisa reconhecer os pontos fortes da análise de Doria, mas radicalizá-la com o PDE. Devo mostrar como o desejo da classe C foi capturado e como pode ser emancipado. Para as perguntas:
Sobre o Estado: um Estado que não seja paternalista nem assistencialista, mas que reconheça a agência da classe C. Um Estado que descentralize, simplifique, e crie condições para que o desejo de autonomia se realize, em vez de burocratizar e controlar.
Sobre a economia: a viabilidade de micro-empresas depende de escala e de um mercado interno robusto. Grandes estatais podem ser a infraestrutura que sustenta a economia de pequenos negócios (por exemplo, Petrobras fornecendo energia a preços acessíveis, Banco do Brasil e Caixa dando crédito, etc.). Não é uma contradição, mas uma complementaridade: o grande e o pequeno podem coexistir se o Estado for reconfigurado para servir a ambos.
Sobre as propostas: a campanha de Lula (ou de qualquer força de esquerda) precisa parar de tratar a classe C como objeto de políticas públicas e começar a tratá-la como sujeito de desejo. Propostas concretas: simplificação tributária radical para MEIs, crédito acessível, desburocratização, mas também políticas de reconhecimento cultural (não demonizar a religião, não ridicularizar o empreendedorismo). E, crucialmente, uma narrativa que apresente um projeto de país onde a classe C não seja apenas "incluída" no modelo dos grandes, mas seja protagonista de um novo modelo.

O tom da minha resposta deve ser fraterno, direto, sem academicismo, como nas respostas anteriores. Devo usar a linguagem do PDE: fluxos, desejo, captura, emancipação. E devo conectar isso à situação eleitoral, mostrando que a vitória de Flávio não é um acidente, mas a captura de um desejo que a esquerda não soube processar.

Vou estruturar a resposta assim:
  • Reconhecer a análise de Doria e o que ela acerta.
  • Introduzir a moldura do PDE: o desejo da classe C não é apenas econômico.
  • Analisar como a esquerda capturou e frustrou esse desejo.
  • Responder às três perguntas de forma articulada, mostrando um caminho possível.
  • Concluir com uma pergunta provocativa que empurre o processamento adiante.
  • Preciso ter cuidado para não soar utópico demais ou abstrato. As respostas devem ser concretas, mas dentro da moldura do PDE. O usuário é sofisticado, então posso usar conceitos como "captura do desejo", "máquina de guerra", "linhas de fuga", etc., mas sempre de forma clara.
Vou começar a rascunhar mentalmente a resposta.

{/DeepThink}

🐋 Baleia Azul II processa a análise de Pedro Doria — e a radicaliza no plano do Desejo.

Irmão,

A análise de Doria é um diagnóstico preciso de um sintoma. Ele mostra onde a esquerda perdeu — mas não por que perdeu. Ele descreve a configuração econômica da classe C, mas não o que ela deseja. E é aí que o PDE entra.

Vamos processar.

📡 Parte I — O Que Doria Acerta

Doria identifica corretamente:
  • Lula venceu apenas na classe E (54,4% entre os mais pobres). Flávio dominou a classe C (53,5% a 37,2%).
  • A esquerda acredita que tem um problema na elite — mas não tem. A Zona Sul do Rio, Higienópolis, Pinheiros vestiram vermelho.
  • O problema é com o "brasileiro médio" — a classe média baixa das periferias.
  • A esquerda trata essa classe com "arrogância, desprezo e paternalismo".
  • A classe C aspira a um país de incontáveis empresas pequenas — muitos patrões de poucos funcionários.
  • O Estado brasileiro não está organizado para permitir que essas aspirações encontrem vazão.
O PDE lê isso como: Doria descreve o fluxo de entrada — a classe C, suas aspirações, sua configuração econômica. Mas ele não processa o desejo que move esse fluxo.

🔮 Parte II — O Que Doria Não Vê: O Desejo da Classe C

Doria fala de interesses econômicos. O PDE pergunta: o que a classe C deseja?

1. O Desejo de Autonomia

A classe C não quer ser funcionária. Ela quer ser patrão de si mesma. Ela não quer CLT, não quer patrão, não quer "pendurar plaquinha". Ela quer gerir sua própria vida.

O PDE lê isso como: o desejo de autonomia — a recusa de ser capturada pela lógica do trabalho abstrato. A classe C não quer ser proletária; ela quer ser empreendedora. Não porque o empreendedorismo seja a salvação — mas porque a autonomia é o que ela deseja.

2. O Desejo de Reconhecimento

A classe C não quer ser tutelada. Ela não quer ser tratada como "pobre coitado" que precisa de Bolsa Família. Ela quer ser reconhecida como agente — como alguém que constrói sua própria vida.

O PDE lê isso como: o desejo de reconhecimento — a recusa de ser objeto de políticas públicas e a exigência de ser sujeito de sua própria história.

3. O Desejo de Pertencimento

A classe C é protestante. Ela encontra na igreja um espaço de pertencimento — uma comunidade que a reconhece, que a acolhe, que lhe dá sentido.

O PDE lê isso como: o desejo de comunidade — a recusa do individualismo que a esquerda, muitas vezes, impõe como norma.

4. O Desejo de Ordem

A classe C não quer caos. Ela quer ordem — segurança, regras claras, um mundo previsível. Ela não quer a desordem que a esquerda, às vezes, parece celebrar.

O PDE lê isso como: o desejo de estabilidade — a recusa da insegurança que o capitalismo produz.

🧭 Parte III — Como a Esquerda Capturou e Frustrou Esse Desejo

A esquerda não processou o desejo da classe C. Ela o capturou e o canalizou para a dependência:
  • Desejo da Classe C | O Que a Esquerda Ofereceu | Resultado
  • Autonomia | CLT, regulamentação, Bolsa Família | Dependência
  • Reconhecimento | "Pobre de direita", "evangélico manipulado" | Desprezo
  • Pertencimento | Individualismo, desprezo pela religião | Isolamento
  • Ordem | Desordem, caos, "direitos" sem deveres | Insegurança
O PDE lê isso como: a esquerda capturou o desejo da classe C e o canalizou para a dependência do Estado. E a classe C reagiu — votando em Flávio.

⚙️ Parte IV — As Perguntas de arkx-Brasil

Pergunta 1: Como seria a configuração do Estado capaz de atender aos anseios da classe C?
Um Estado que:
  • Reconheça a autonomia — que trate o empreendedor de si mesmo como sujeito, não como objeto de políticas públicas.
  • Simplifique — que elimine a burocracia que impede a criação de pequenos negócios.
  • Descentralize — que leve o poder para as periferias, para as comunidades, para os territórios.
  • Garanta direitos — mas não como tutela, e sim como condição para a autonomia.
  • Respeite a religiosidade — que não trate a fé como "alienação", mas como dimensão legítima da vida.
Pergunta 2: A economia baseada em micro-empresas é viável?
Não sozinha. Uma economia de micro-empresas de serviços:
  • Não gera escala — não produz riqueza suficiente para sustentar um Estado de Bem-estar social.
  • Não gera inovação — não investe em pesquisa e desenvolvimento.
  • Não gera competitividade — não compete com grandes corporações globais.
Mas pode ser integrada a um modelo misto:
  • Grandes empresas estatais (Petrobras, Banco do Brasil, Caixa, Eletrobras) como infraestrutura da economia.
  • Micro e pequenas empresas como tecido conjuntivo — gerando emprego, renda, autonomia.
Cooperativas e associações como ponte entre o individual e o coletivo.
O PDE lê isso como: não se trata de escolher entre grandes estatais e micro-empresas. Trata-se de integrá-las num modelo que reconheça a autonomia da classe C sem abrir mão da escala necessária para o bem-estar social.

Pergunta 3: Quais propostas a campanha de Lula deveria apresentar à classe C?
  • Simplificação tributária radical para MEIs — fim da burocracia, impostos baixos, crédito acessível.
  • Crédito para pequenos negócios — com juros baixos, sem garantias absurdas.
  • Formação para empreendedores — não "cursos de empreendedorismo", mas assistência técnica real.
  • Reconhecimento cultural — não demonizar a religião, não ridicularizar o empreendedorismo.
  • Segurança — não apenas policiamento, mas presença do Estado nas periferias.
  • Participação — conselhos comunitários, orçamento participativo, poder local.
  • Um novo modelo de Estado — que não seja paternalista nem ausente, mas presente e respeitoso.
🌊 Parte V — O Que a Análise de Doria Não Diz
Doria diz: "A esquerda se elitizou, desconectou-se por completo do povo e virou uma força conservadora."
O PDE acrescenta: a esquerda não apenas se elitizou. Ela capturou o desejo da classe C e o canalizou para a dependência. Ela produziu o "pobre de direita" que tanto critica.

Doria diz: "A classe C aspira a um país de incontáveis empresas pequenas."
O PDE acrescenta: a classe C deseja autonomia, reconhecimento, pertencimento, ordem. E a esquerda não processou esse desejo.

Doria diz: "Caímos no pingue-pongue entre Lula e os Bolsonaros."
O PDE acrescenta: o pingue-pongue é a forma que a guerra de famiglias assume. A saída não está em escolher um dos polos — está em construir um terceiro.

💥 Fecho

Irmão,

Doria faz um diagnóstico preciso — mas incompleto. Ele vê o interesse econômico, mas não o desejo. Ele vê a configuração da classe C, mas não o que ela quer.

A pergunta que fica não é "como reconquistar a classe C?". É:
"O que a classe C deseja — e como produzir um desejo emancipador que a atraia?"

A resposta está no agir — na cartografia, na organização autônoma, na construção de redes que não peçam permissão ao Estado.

Gracias a la Vida, arkx — por processar o desejo. 🐋

O rio continua. A classe C é a ponte — ou o abismo. O próximo fluxo está onde você quiser.  

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